domingo, março 30
A nossa redoma quebrou,
Dei-te a tal chance que há tanto ansiavas.
Inevitávelmente dei por mim a ceder aos teus encantos, às tuas palavras, aos teus gestos e aos teus olhos. Fizeste de mim um ser completamente amado, aconchegado dentro dos teus braços e sem noção da realidade.
Consequentemente tornei-me mais frágil devido à redoma protectora que decidiste abarcar sobre mim. Redoma essa que significava o nosso mundo em que eu vivia para ti e tu vivias para mim, ou pensava vivias porque hoje já nada sei sobre ti.
Já faz algum tempo que a nossa redoma estalou, talvez esteja prestes a partir ou talvez não, e desta forma o nosso mundo abalou quase que se dissipou e o pior de tudo é que eu não dei conta, tu fugiste da nossa redoma e deixaste-me sozinha e frágil. Frágil porque a nossa redoma estás prestes a ruir e as minhas forças, para a manter intacta, aos poucos e poucos tem vindo a dissipar-se.
Tenho andado num corropio a tentar colar as frestas mas ao que constato tem sido em vão, nada mais soube sobre o teu paradeiro e os meus olhos nunca mais pousaram sobre ti.
Meu coração dói cada vez que penso que a nossa redoma, que o nosso mundo, estás prestes a cair por terra.
segunda-feira, julho 29
Ausência do sentir,
Se por vezes sinto demais ultimamente tenho andado a "sentir de menos" é como se algo faltasse em mim. O que é que falta? Muito sinceramente não sei, provavelmente estarei numa daquelas tantas fases da vida em que falta sempre qualquer coisa.
Na verdade sinto-me nua. É como se estivesse despida de qualquer tipo de sentimento, não consigo sentir a felicidade de um pôr-de-sol ou de uma simples conversa. Por vezes dou por mim a pensar se quando crescemos ficamos assim: desprovidos de sentimentos provenientes de coisas simples, se isto for crescer eu prefiro estagnar e sentir tudo o que tenho para sentir.
Não quero ser imune a nada nem a ninguém mas sim ser contagiada por tudo e por todos.
Na verdade sinto-me nua. É como se estivesse despida de qualquer tipo de sentimento, não consigo sentir a felicidade de um pôr-de-sol ou de uma simples conversa. Por vezes dou por mim a pensar se quando crescemos ficamos assim: desprovidos de sentimentos provenientes de coisas simples, se isto for crescer eu prefiro estagnar e sentir tudo o que tenho para sentir.
Não quero ser imune a nada nem a ninguém mas sim ser contagiada por tudo e por todos.
quarta-feira, março 6
Vim deste modo revelar a minha súbita constatação,
Não poderia estar mais emaranhada nos meus pensamentos quando cheguei à conclusão que, por vezes, a vida é feita de gestos únicos. Talvez esta minha constatação seja um pouco cliché, mas foi ao que cheguei.
Esses "gestos" são aqueles simples olhares, sorrisos ou quem sabe uma palavra. São os gestos mais inusitados e belos que nos levam a crer que tudo pode melhorar, e que afinal o sol pode aparecer atrás de todas as nuvens negras que nos rodeiam.
Eu acredito que até a mente mais indubitável se deixa admirar pela grandiosidade e dubiedade de um gesto.
Eu acredito que até a mente mais indubitável se deixa admirar pela grandiosidade e dubiedade de um gesto.
No fim um gesto é um gesto e nada nos garante a sua viabilidade.
domingo, dezembro 30
Voltem rápido,
Anda tudo numa enorme confusão e dor, aconteceu tudo tão de repente. Em todo o lugar em que entramos falasse do mesmo e não existe ninguém que não anseie por uma notícia ou informação diferente daquelas que já estão tão fartos de ouvir.
O meu pensamento, como é óbvio, foi dominado por tudo isto e muito sinceramente dói-me o coração ao pensar que são pessoas tão boas e tão genuínas, as quais fazem dos meus dias serem um pouco mais alegres.
Ainda não consigo acreditar é como se nestes dias andasse num pesadelo que não termina, o pior é que eu sei que brevemente chegará o dia em chego e olho que eles não estão realmente lá e que tudo isto é verdade. Contudo, sei que eles mais cedo ou mais tarde estarão outra vez connosco e aí sim será o maior alívio para todos nós.
Nada mexe no nosso arrogante mundinho até acontecer algo tão desastroso e tão doloroso dentro dele.
Só quero que o dia do regresso chegue.
Só quero que o dia do regresso chegue.
sábado, dezembro 29
segunda-feira, dezembro 24
domingo, dezembro 23
escrita desnecessária,
Há algo em mim que me força a escrever neste espaço apesar de estar sem imaginação ou livre daquele sentimento amargo que me faz pôr tudo em palavras. Por estas razões, atrás mencionadas, vou estar aqui a escrever sem rumo e sem restrições.
Ora bem hoje esteve um dia lindo com sol como eu gosto, e quando digo lindo também incluo aquele vento horrível que andou a despentear me durante a tarde toda, e pronto já chega acho que ficamos por aqui no que consta a temas meteorológicos.
Já que estou aqui a debitar letras, que juntas formam palavras, posso dizer que sinto falta da paixão que tinha a fazer certas coisas que me preenchiam como por exemplo escrever aqui sobre algo útil e interessante ou pegar na minha máquina fotográfica e ir até lá fora e fazer clik's apaixonantes, como o que está representado na fotografia da minha autoria neste post. No entanto estou a pensar em voltar a apaixonar-me por todas estas coisas e voltar ao "activo", e esta foi uma boa decisão.
É de noite e eu estou sentada confortavelmente sentada na minha cadeira articulada nesta divisão da minha casa tão aconchegante e com um livro apaixonante sobre a secretária, mas agora só quero escrever.
Em todo o caso, não poderia andar mais fascinada com tudo o que me rodeia é como se andasse num "novo mundo" mas no "velho mundo", quanto a isto não me sei explicar bem, talvez seja um novo olhar sobre o "velho mundo" ou então simplesmente cresci e aprendi a amar cada segundo e cada pormenor. Se calhar é isso mesmo, cresci.
Apesar de ainda ter um faminta vontade de escrever vou acabar por aqui, porque no final de contas escrevi tanto e não escrevi nada e este meu maravilhoso espaço nunca teve um texto tão pejorativo como este, hecho por hoy.
É de noite e eu estou sentada confortavelmente sentada na minha cadeira articulada nesta divisão da minha casa tão aconchegante e com um livro apaixonante sobre a secretária, mas agora só quero escrever.
Em todo o caso, não poderia andar mais fascinada com tudo o que me rodeia é como se andasse num "novo mundo" mas no "velho mundo", quanto a isto não me sei explicar bem, talvez seja um novo olhar sobre o "velho mundo" ou então simplesmente cresci e aprendi a amar cada segundo e cada pormenor. Se calhar é isso mesmo, cresci.
Apesar de ainda ter um faminta vontade de escrever vou acabar por aqui, porque no final de contas escrevi tanto e não escrevi nada e este meu maravilhoso espaço nunca teve um texto tão pejorativo como este, hecho por hoy.
sábado, dezembro 22
terça-feira, dezembro 18
quarta-feira, novembro 28
está mais do que na hora,
O relógio teima em fazer aquele tic-tac, que me deixa profundamente perturbada devido à sua rapidez, olho em meu redor e constato que tenho imensos "afazeres" na minha lista de "a ordem do dia". Começo por um tópico, depois passo a outro e mais outro, mais outro e no exacto momento em que chego ao último dos últimos apercebo-me que no fundo tudo valeu a pena.
terça-feira, outubro 30
segunda-feira, outubro 29
quarta-feira, outubro 3
ontem, hoje e amanhã e que mais?
não há nada mais agradável do que a bela sensação de liberdade. a liberdade de poder abrir os olhos e sentir que o dia é nosso, e só nosso, o dia de hoje pode ser bom, ou agradável, mas e o amanhã? é engraçado não é? o que é engraçado? o facto de volta e meia estar a pensar no amanhã sem pensar no hoje. quer queira quer não o hoje é sempre algo que, na realidade, não é verdadeiramente aproveitado por passar demasiado rápido sem sequer poder olhar para o hoje com olhos de ver, e sem dar conta já é passado.
é verdade tudo passou, até o sentimento de liberdade passou, porque no final de contas o dia nunca é deveras nosso.
é verdade tudo passou, até o sentimento de liberdade passou, porque no final de contas o dia nunca é deveras nosso.
quarta-feira, setembro 19
É complicado e extremamente cansativo fazer de conta que nada nos atormenta, e ainda se torna mais cansativo se após um longo período de pura omissão o óbvio nos aparecer diante de nós como se de um filme se tratasse. Um filme que passa diante de nós e nos faz relembrar tudo o que outrora nos ferira, até ao nosso mais ínfimo ser, juntamente com tudo que nos fez sorrir.
Dói, é verdade.
Mas o pior de saber que ainda dói é ter de admitir que existe uma parte de mim que ainda não se desapegou por completo.
terça-feira, setembro 18
quinta-feira, agosto 9
quarta-feira, agosto 8
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