É complicado e extremamente cansativo fazer de conta que nada nos atormenta, e ainda se torna mais cansativo se após um longo período de pura omissão o óbvio nos aparecer diante de nós como se de um filme se tratasse. Um filme que passa diante de nós e nos faz relembrar tudo o que outrora nos ferira, até ao nosso mais ínfimo ser, juntamente com tudo que nos fez sorrir.
Dói, é verdade.
Mas o pior de saber que ainda dói é ter de admitir que existe uma parte de mim que ainda não se desapegou por completo.

