O relógio teima em fazer aquele tic-tac, que me deixa profundamente perturbada devido à sua rapidez, olho em meu redor e constato que tenho imensos "afazeres" na minha lista de "a ordem do dia". Começo por um tópico, depois passo a outro e mais outro, mais outro e no exacto momento em que chego ao último dos últimos apercebo-me que no fundo tudo valeu a pena.
quarta-feira, novembro 28
terça-feira, outubro 30
segunda-feira, outubro 29
quarta-feira, outubro 3
ontem, hoje e amanhã e que mais?
não há nada mais agradável do que a bela sensação de liberdade. a liberdade de poder abrir os olhos e sentir que o dia é nosso, e só nosso, o dia de hoje pode ser bom, ou agradável, mas e o amanhã? é engraçado não é? o que é engraçado? o facto de volta e meia estar a pensar no amanhã sem pensar no hoje. quer queira quer não o hoje é sempre algo que, na realidade, não é verdadeiramente aproveitado por passar demasiado rápido sem sequer poder olhar para o hoje com olhos de ver, e sem dar conta já é passado.
é verdade tudo passou, até o sentimento de liberdade passou, porque no final de contas o dia nunca é deveras nosso.
é verdade tudo passou, até o sentimento de liberdade passou, porque no final de contas o dia nunca é deveras nosso.
quarta-feira, setembro 19
É complicado e extremamente cansativo fazer de conta que nada nos atormenta, e ainda se torna mais cansativo se após um longo período de pura omissão o óbvio nos aparecer diante de nós como se de um filme se tratasse. Um filme que passa diante de nós e nos faz relembrar tudo o que outrora nos ferira, até ao nosso mais ínfimo ser, juntamente com tudo que nos fez sorrir.
Dói, é verdade.
Mas o pior de saber que ainda dói é ter de admitir que existe uma parte de mim que ainda não se desapegou por completo.
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